A coexistência das vidas observadas em um conjunto imenso de janelas é algo que me instiga. Espaço compartilhado e simultaneidades não percebidas. Olham a rua. Assistem à TV. Tantos dados cotidianos. Mas olhar pra tanta coisa também não me permite pensar em muita coisa. Fico presa a uma multiplicidade de tudo e acabo pensando em nada. Olhar para espaços vazios, um silêncio interminável talvez me permita uma abertura ao pensamento múltiplo.Vai saber…Tudo é nada? Vazio deixa ser cheio? E cheio não deixa espaço pra nada?
se podes olhar, vê
se podes ver, repara
algo mais ou menos assim do Saramago.