meus olhos se enroscam em seus cachos; fico presa a esse momento, perdido em um labirinto de memórias, onde encontro a lembrança do seu corpo que se movimentando em cima do meu, brincando, feito criança, de pisar em minha barriga, enganando o peso. Caia de rir, me beijava em câmera lenta.
Eu me afogava na profundidade dos teus olhos que parece infinita, feito um mundo que não foi descoberto, ou um mirar que não termina no horizonte, sabe como é? Fica balançando lá no fundo, infinito.
- Eu quero me afundar, eu quero entrar em você, eu quero te ter dentro de mim. Mistura. Alma e corpo. Meu suor, meu gozo é todo teu. Me prende nos teus dentes. Fica em mim.
Por que eu acordei agora? Não é assim, não, não vai. Eu sei que eu te disse palavras feias, mas não, não era eu, fica, eu sinto tanta saudade.